O crescimento da indústria em Angola permitiu a diminuição da importação de alguns bens de consumo, mas contribuiu para o aumento das importações de bens de consumo intermédio e de equipamentos. A reconstrução industrial de Angola é um passo primordial para o seu desenvolvimento económico. O Ministério da Indústria angolana, pretende atingir como objectivos principais o desenvolvimento industrial dentro da iniciativa privada, assim como a criação de empresas competitiva onde serão criados mecanismos tendentes a reabilitação das empresas já existentes, incentivar o surgimento de médias e pequenas empresas e atrair o investimento estrangeiro.
Após um estudo sobre a situação industrial, o Ministério angolano da Indústria considera o referido programa como «um modelo estratégico para o desenvolvimento deste sector e adequado às actuais circunstâncias». Pretende-se iniciar o processo de reabilitação e recuperação da produção industrial, posicionando-a como o principal motor do desenvolvimento económico de Angola. A deficiente distribuição da energia eléctrica e o difícil acesso à água potável são problemas básicos que a sociedade angolana enfrenta. A falta de energia, água e a excessivo controlo da economia pelo estado são os factores que mais obstáculos criam ao desenvolvimento económico de Angola e que podem dificultar a diversificação pretendida pelo governo angolano.
Desta dificuldade, ninguém é poupado, nem mesmo os habitantes das novas centralidades, construídas, segundo propaganda governativa, com os mais altos padrões de qualidade com objectivo de garantir o bem-estar dos cidadãos. Nos distritos do Zango, município de Luanda, as torneiras não funcionam há meses. As pessoas são obrigadas a recorrer a fontes alternativas como caminhões cisternas que abastecem os tanques-reservatórios caseiros. Porém, a factura chega a ser muito alta:
22 mil kwanzas, que correspondem a cerca de 75 porcento do salário mínimo nacional, é o valor que se paga por 15 mil litros de água. Quem compra uma cisterna tem de ter possibilidades, para quem não pode é obrigado a comprar nos bidões que agora custam 50 a 100 kwanzas por cada 25 litros.
As Barragens contribuem para o desenvolvimento da economia e para o desenvolvimento humano de um país, permitindo a irrigação agrícola, o abastecimento de água potável, a produção de energia eléctrica e a navegação e recreação no rio e na albufeira. As barragens hidroelétricas em Angola estão a produzir 78% da energia elétrica do país, o aumento da capacidade de produção das barragens tem permitido poupar diariamente cerca de 669 mil litros de combustível, o que representa, segundo os preços atuais no mercado, uma poupança de 258,8 mil euros/dia. O caminho de ferro em África contribuiu para uma transformação profunda da geografia económica, permitiu desencravar regiões no interior e assegurar os mercados para produtos manufaturados das indústrias dos países industrializados. A descoberta de minas de diamantes e de ouro, de cobre, de carvão, etc. na África Central e Austral trouxe grandes mudanças económicas e socioculturais.
O Caminho de Ferro de Luanda é uma linha ferroviária que atravessa Angola de oeste a leste, sendo uma das mais importantes do tipo no país. Com 479 km de comprimento e uma bitola de 1067 mm, liga a estação do Bungo e o Porto de Luanda, na capital de Angola, à estação de Malanje, capital da província do mesmo nome, e à do Dondo, na província de Cuanza Norte, através do Ramal do Dondo.
Em Angola, é cada vez mais difícil circular entre o interior e o litoral por causa do estado avançado de degradação de várias estradas que foram reabilitadas há cerca de dez anos, no âmbito do crédito chinês. Cidadãos angolanos enfrentam longas filas para circular entre o interior e litoral angolano devido à degradação das estradas. Algumas empresas decidiram paralisar as atividades e as chuvas só agravam a situação. A estrada nacional 120, que liga as províncias do Huambo e Luanda, passando pelas
cidades de Wacu Kungo/Quibala, pela província do Kwanza, é um exemplo. Com uma extensão de cerca de 600 quilómetros, essa via apresenta-se quase inacessível para muitas viaturas. Os poucos que se arriscam reclamam das peripécias que passam. indústria é uma atividade econômica que tem por finalidade transformar matéria-prima em produtos comercializáveis, utilizando força humana, máquinas e energia. A reconstrução industrial de Angola é um passo primordial para o seu desenvolvimento económico.